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Força policial brasileira é a que mais mata no mundo

O ano de 2014 foi marcado pelo agravamento da crise da segurança pública no Brasil. Esta é a principal questão levantada no capítulo brasileiro do relatório anual de 2014/2015. A curva ascendente dos homicídios no país; a alta letalidade nas operações policiais, em especial nas realizadas em favelas e territórios de periferia; o uso excessivo da força no policiamento dos protestos que antecederam a Copa do Mundo; as rebeliões com mortes violentas em presídios superlotados, e casos de tortura mostram que a segurança pública no país precisa de atenção especial por parte das autoridades brasileiras.

O capítulo brasileiro no relatório traz uma retrospectiva sobre os principais acontecimentos de 2014 e alguns destaques de 2013, a começar pelos protestos que antecederam a Copa do Mundo. Milhares de manifestantes saíram às ruas e muitos deles foram cercados e detidos arbitrariamente. Jornalistas também foram agredidos. Os episódios demonstraram que as polícias não estão preparadas para assegurar direitos fundamentais da democracia: a liberdade de expressão e de manifestação pacífica.

A falta de priorização do tema da segurança pública no país tem vitimado tanto agentes de segurança quanto a população – destacando-se uma parcela jovem, negra, do sexo masculino, pobre e radicada nas periferias.

Américas

Além dos protestos no Brasil, vimos uso excessivo da força pela polícia em manifestações na Venezuela e Estados Unidos, entre outros. Na Colômbia, em torno de 6 milhões de pessoas permanecem deslocadas devido ao conflito interno. Milhões estão tentando agora reivindicar suas terras e a Anistia Internacional está fazendo campanha para o governo facilitar o processo.

Enquanto isso, novos detalhes vem à tona sobre a brutalidade dos métodos de tortura da CIA na Baía de Guantanamo e outras áreas de detenção no mundo.

Grupos armados e refugiados

Há preocupação especial com o crescente poder de grupos armados não estatais, como o grupo que se autodenomina Estado Islâmico (EI). Estes grupos armados cometeram abusos em pelo menos 35 países em 2014, deixando milhões de refugiados – incluindo 4 milhões apenas da Síria – que continuam a fugir da violência e perseguição .

Apesar da vitória do Tratado sobre o Comércio de Armas, que entrou em vigor em dezembro, a Anistia Internacional pede aos líderes mundiais que introduzam novas restrições para combater o uso de armas explosivas — tais como bombas guiadas e de queda livre, morteiros, artilharia, foguetes e mísseis balísticos — em áreas povoadas, o que levou a inúmeras mortes de civis em 2014.

Confira os números de 2014:

Em 2014, a Anistia Internacional registrou e investigou abusos contra os direitos humanos em 160 países e territórios do mundo. Embora tenha ocorrido avanços em determinadas áreas, a situação de muitas pessoas em relação aos seus direitos humanos piorou.
Ao menos em 18 países foram cometidos crimes de guerra ou outras violações das “leis de guerra”.
Houve grupos armados que cometeram abusos em ao menos 35 países, mais de 20% dos países investigados pela Anistia Internacional.
Calcula-se que mais de 3.400 pessoas morreram afogadas no mar Mediterrâneo tentando chegar à Europa e 4 milhões de refugiados fugiram do conflito na Síria, 95% deles se refugiaram nos países vizinhos.
3 em cada 4 governos (119) restringiram a liberdade de expressão de maneira arbitrária. Houve restrições à liberdade de imprensa em muitos países, que foram testemunha de fechamento de jornais e ameaças a jornalistas.
62 governos encarceraram prisioneiros de consciência, pessoas que simplesmente exerciam seus direitos e liberdades.
58% dos países (93) submeteram pessoas a julgamentos injustos. Quando uma pessoa é submetida a um julgamento injusto, não se impõe justiça nem ao acusado, nem à vítima, nem à sociedade.
82 % dos países (131) submeteram pessoas à tortura ou outros maus-tratos.
28 países em todo o mundo têm leis que proíbem completamente o aborto, mesmo em casos em que a vida ou a saúde da mulher corra perigo e em casos de estupro.
78 países têm leis em vigor que são utilizadas para criminalizar as relações consensuais entre adultos do mesmo sexo.

*Os dados estatísticos aqui apresentados não são exaustivos e se referem a 160 países nos quais a Anistia Internacional realizou trabalhos de investigação em matéria de violações de direitos humanos em 2014, ou que tenha obtido tal informação de fontes fidedignas (salvo indicado o contrário).

O relatório anual da Anistia Internacional provê um panorama compreensivo dos direitos humanos em 160 países durante 2014 – a versão em português é um recorte desta, e cobre 52 países.

Por: Informe Anistia Internacional

Rogerio Ramos
Sobre

Rogerio Ramos é Vice Presidente da AIERJ (Associação de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro) e Diretor da Fator 3 Comunicação. "Sempre gostei de me comunicar e faço isso há muitos anos e de várias maneiras. Fazer com que as pessoas fiquem bem informadas é sempre um desafio para mim. Por isso criei o site Fatos Notícias On Line. E desejo que esse portal de informação e entretenimento alcance este objetivo". Contato: +55 (21) 96439-0928 Email: rogerio@fator3comunicacao.com.br

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