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Funk carioca, das favelas para o mundo

A Evolução do Funk na musicalidade carioca

images-cms-image-000355098Falar de música me anima bastante, pois vivi grande parte da minha vida envolvido com ela onde comecei como baterista e depois fui estudar na Escola de Música Villa Lobos no Centro do Rio de Janeiro onde aprendi a executar o básico de violão e fiz aula de canto.  Depois disso tive o privilégio de tocar com grandes músicos e até gravar um disco onde ali gravei músicas também de minha autoria.

Eu poderia começar falando sobre a bossa nova ou a Jovem Guarda que marcaram parte de nossa história, e lançou artistas com Vinicius de Moraes, Tom Jobim Roberto Carlos, Elis Regina e muitos outros. Acredito que poderia falar também sobre o pagode e o samba que também seria bem oportuno já que durante todo o ano vivemos clima de swing e carnaval. Opção é o que não falta e abordarei sobre todos esses e outros estilos musicais em outra oportunidade, mas vou começar falando sobre o Funk carioca.

O funk carioca surgiu a partir dos anos 1970 oriundo das favelas quando começaram a serem realizados os bailes black, soul e shaft. O termo “baile funk” é usado para se referir a festas em que se toca suas músicas. O funk carioca tem influência direta com o miami bass e do freestyle.

DJ-Marlboro

Dj Malboro – Foto: Internet

O funk carioca é basicamente ligado ao público jovem, tornando-se um dos maiores fenômenos de massa do Brasil. A partir da década de 1980, os bailes funk do Rio de Janeiro começaram a ser influenciados por um novo ritmo o miami bass, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas e servindo de inspiração para o funk melody como os de Stevie B, Corell DJ, entre outros. As primeiras gravações de funk carioca eram versões desse gênero musical. Á partir do ano 2000 a 2014, o Funk Carioca modificou-se, libertando-se dos traços de sua origem, e passou a ter uma característica própria. Tornou-se popularmente conhecido em todo o Brasil e no exterior.

As rádios passaram a tocar as músicas de maiores sucessos e os bailes até então realizados nos clubes expandiram-se a céu aberto, onde as equipes rivais se enfrentavam disputando quem tinha a aparelhagem mais potente, o grupo mais fiel e o melhor DJ. Neste meio, surgiu DJ Marlboro, um dos vários protagonistas do movimento funk. Com o tempo, o funk ganhou grande apelo entre moradores de comunidades carentes, pois as músicas tratavam do cotidiano dos frequentadores, abordando a violência e a pobreza das favelas. Com isso o funk foi crescendo criando sua identidade própria.

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Bob Mix – Foto: Rogerio Ramos (Fatos noticias online)

Ao longo de todo esse tempo o funk veio se modelando cada vez mais com a cara do Rio de Janeiro, criando estilos próprios, como roupas, bonés e muitos apetrechos, assim como sotaque e muitas gírias bem característicos do carioca, e sua batida que é na minha opinião seu maior diferencial que faz todos dançarem de forma incontrolável sem se importar com cor, raça ou idade.

Durante parte da minha vida fui organizador de eventos e tive equipe de som e iluminação, e tive a experiência de ver de perto esse fenômeno chamado funk, muitas vezes durante o evento eu ou outro DJ tocava todos os tipos de música, mas quando o batidão começava o evento ganhava outra cara, várias pessoas que estavam sentados ou em algum canto, levantavam-se e saiam correndo de seu lugares e iam pro meio do salão dançar e se divertir, até mesmo pessoas que diziam não gostar do funk não resistiam ao som envolvente e acaba participando daquilo que era para a maioria a melhor parte da festa.

Desta forma tive a oportunidade de conhecer muitos Mcs e alguns me chamaram a atenção pelo o estilo e ousadia, além é claro do talento musical em especial o cantor Bob Mix que mesmo antes de gravar suas músicas como Proposta e Só quero só Dançar ele ja deslanchava fazendo sucesso gravando e tocando guitarra com varios artistas da MPB como a Cantora Rosana, Isabela Tavianne, Vanessa da Matta, Kelly Key e muitos outros.

É por esse motivo que acredito que o funk carioca desperta interesse em quase todos os turistas do mundo inteiro, e que gostam de se divertir, fazendo com que casas de shows, comunidades e points como no patrimonio cultural da humanidade que fica na Lapa no Centro do Rio de Janeiro.

Por: Rogerio Ramos (Fatos Noticias Online)

Rogerio Ramos
Sobre

Vice Presidente da AIERJ (Associação de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro). Jornalista, Produtor de TV, Editor e Diretor da Fator 3 Comunicação. Especialista em Marketing Político, onde se tornou conhecido por participar de várias campanhas eleitorais vitoriosas onde atua no mercado há 17 anos. Também escreve matérias para alguns jornais do Rio de Janeiro e para o portal de noticias www.fatosnoticiasonline.com.br comentando sobre diversos assuntos. Contato: +55 (21) 96439-0928 Email: rogerio@fator3comunicacao.com.br

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